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HISTÓRICO


O primeiro curso de técnicos florestais do Brasil foi implantado no ano de 1969, no Colégio Estadual Agrícola "Augusto Ribas" localizado em Ponta Grossa, Estado do Paraná. Neste colégio funcionavam ainda os cursos de técnico agrícola e economia doméstica, cursos estes mais antigos e tradicionais na região dos Campos Gerais. No ano de 1972, por razões principalmente de ordem técnica, este curso foi transferido para o Município de Irati - Paraná, localizado cerca de 90 Km a sudeste da sua localização original, onde continua funcionando até a presente data.

Segundo informações pessoais do engenheiro florestal Alberto Klas Neto, diretor técnico do curso técnico florestal de Ponta Grossa em 1972, alguns dos fatores mais importantes para esta transferência do curso florestal de Ponta Grossa para Irati foram:

* Existência no município de Irati de uma área de 185 hectares, pertencentes ao governo Estadual, onde anteriormente funcionava a Escola de Tratoristas e Fomento Agrícola. Tal gleba de terras estava supostamente sem nenhum plano de continuidade pelo governo;

* Existência da Flona (Floresta Nacional de Irati) situada a cerca de 14Km da futura sede do Colégio Florestal, com o potencial de servir como uma área de ensino prático para os futuros trabalhos vinculados ao ensino técnico florestal. A Floresta Nacional de Irati - Flona, administrada pelo IBAMA, a qual representa uma área total de 3.495 hectares de floresta exótica sugeria na época um formidável potencial de laboratório vivo para o desenvolvimento de pesquisas e práticas necessárias para integrarem a crescente necessidade de informação técnico-científicas para o corpo do curso técnico florestal. Tal potencial entretanto jamais foi concretizado, especialmente devido ao corporativismo do então antigo IBDF, hoje IBAMA.

Tal transferência buscava contemplar a grande potencialidade regional da área, sobretudo em termos de recursos naturais existentes e a vocação natural da micro-região de Irati para a área florestal.

Assim, em março de 1973, foi implantado o curso de Técnico Florestal regular aprovado a nível regional pelo Conselho Estadual de Educação, com parecer nº 062/73 e o Colégio Estadual Presidente Costa e Silva de Irati foi oficializado pelo Decreto 3890 de 10/07/1973. Basicamente, a função do técnico florestal é auxiliar o engenheiro florestal nas tarefas rotineiras do setor florestal, com a tarefa específica de trabalhar em contato direto com os operários florestais.

O parecer nº 45/72 estabelece que os cursos profissionalizantes de "técnicos florestais" são cursos de habilitação plena. Seu objetivo era o preparo integral de técnicos de nível médio conjuntamente com uma proposta de ensino de 2º Grau, ao final do qual o candidato o diploma de técnico florestal, com o qual também estava habilitado a participar de concursos vestibulares para o ensino de 3º Grau. A forma mais comum de cursos deste gênero é o ensino regular, onde a única exigência como pré-requisito para admissão de candidatos era a conclusão do 1º Grau completo. O curso apresentava uma proposta de duração de três anos, sendo constituída de 1530 horas de educação geral e 2074 horas de educação profissionalizante (58% do total), seguidos ainda de um estágio supervisionado de 544 horas.

O curso técnico florestal regular ministrado pelo Colégio Florestal de Irati foi dirigido principalmente para egressos do 1º Grau, ofertado numa grade curricular para ser desenvolvido em três anos. Este curso oferecia 2.037 horas-aula de matérias profissionalizantes e 1.590 horas-aula de educação geral, adicionado ainda por um programa de estágio curricular correspondente a um mínimo de 800 horas, consolidando o programa com a apresentação de um relatório de estágio técnico no final do curso. Este curso foi ofertado regularmente no Colégio Florestal de Irati até o ano de 1996, quando por sugestão do programa PROEM.

Segundo Peichl e Engel (1987), o Colégio Florestal Estadual "Presidente Costa e Silva" localizado na cidade de Irati no Estado do Paraná, é a única instituição escolar, a nível de segundo grau que se dedica exclusivamente à formação de técnicos florestais no País. Desde o estabelecimento de cursos de engenharia florestal no Brasil a partir da década de 60, o número de engenheiros florestais formados e em busca de colocação no mercado de trabalho tem sido crescente. Considerando a proporção sugerida de quatro técnicos florestais de nível médio para cada técnico florestal de nível superior, haveria necessidade acumulada de se formar até 1985 cerca de 4.400 técnicos. Entretanto, até a citada data tinham sido formados cerca de 660 técnicos florestais pelo Colégio Florestal. Tal estudo porém não fez menção do potencial de absorção pelo mercado de trabalho.

Em 1979 o Brasil assinou um convênio de cooperação técnica com a República Federal da Alemanha. Este convênio, apoiado pela Secretaria Econômica e Técnica Internacional - SUBIN, e previsto para ser desenvolvido no Estado do Paraná entre 1979/1987, envolvendo a Deutsche Gesellschaft Für Technische Zusammenarbeit (GTZ) GmbH, beneficiou diretamente o Colégio Florestal de Irati.








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